quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O que ocorre quando morremos?

Hoje vamos discutir o processo da morte e o que ocorre após a morte. Não é um assunto fácil. Se eu contasse que depois da morte há muito sofrimento, vocês poderiam sentir medo da dor que teriam que enfrentar. Com essa atitude mental, vocês podem não compreender a verdadeira natureza da morte. Se eu lhes revelasse que a vida após a morte é serena e pacífica, vocês talvez me interpretassem de maneira errônea e pensassem que a morte é maravilhosa e que ela é sinônimo de estar liberado. Portanto, a única coisa que posso dizer é: "A vida não é necessariamente alegre e a morte não é necessariamente miserável".


Havia um homem rico que teve um filho em seus anos tardios de vida. Quando o menino nasceu, a casa se encheu de convidados que tinham vindo saudar o novo pai. Entre eles havia um mestre Ch'an que não parecia compartilhar do clima festivo ao seu redor. E, de fato, logo ele começou a chorar. O homem rico ficou confuso e perguntou: "Mestre, há algo errado? Porque está tão aborrecido? O mestre Ch'an respondeu tristemente: "Eu choro porque vocês adicionaram mais um nome ao número de mortos da sua família."

Uma pessoa iluminada vê o nascimento como uma extensão da vida e a morte como o começo de uma outra vida. Nascer não diz respeito apenas à vida nem a morte quer dizer apenas morrer. Quando olhamos para o nascimento e para a morte como uma coisa só, o que há para ser comemorado ou para ser lamentado?

Quando vemos alguém com cem anos, com freqüência o saudamos dizendo: "Que você possa viver para comemorar 120 anos!" Todos os anos, no Dia da Lembrança (Remembrance Day, um feriado em Taiwan, festejado em 9 de setembro) o governo homenageia os idosos e celebra a sua longevidade. Vamos pensar sobre isso por um instante. Seria mesmo o fato de alguém chegar a 120 anos realmente uma razão para celebrar? Se um homem vive até os 120 anos, seu filho de cem anos pode um dia ficar doente e morrer. Um após o outro, seu neto de oitenta anos e seu bisneto de sessenta anos, também podem morrer. Esse homem idoso poderia não usufruir da alegria de passar o tempo com seus netos. Ao sobreviver à morte de seus filhos e de seus netos, ele ficaria sozinho. Na vida de uma pessoa, não há nada mais difícil de suportar do que a perda de um filho. Portanto longevidade não significa necessariamente felicidade. Na maioria das vezes, com ela vem a solidão, a carência e a debilidade física.

Não deveríamos ser obsessivos em relação à longevidade nem tampouco temer a morte. A menção da morte freqüentemente provoca várias imagens atemorizantes nas pessoas. Na cultura chinesa, os mortos são muitas vezes retratados sendo punidos, tendo de subir montanhas de facas ou sucumbindo em potes de óleo fervendo. Se nós pudéssemos de fato entender a morte, veríamos que morrer não é muito diferente de tirar um passaporte que nos permita atravessar para um outro país. Que liberdade! A morte é um caminho que nós todos devemos atravessar. Como podemos fazer para encarar a morte de forma a nos sentirmos preparados e não assustados? Para fazer isso, precisamos primeiro entender a morte. E é sobre a natureza da morte que eu gostaria de discutir nos tópicos que se seguirão.





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I. O Momento da Morte e o Estado de Morte

Apesar de todos termos vivido e morrido através de inumeráveis renascimentos, nenhum de nós se lembra da experiência da morte. Não sabemos o que a morte realmente é. De acordo com os sutras, quando morremos ainda estamos totalmente conscientes de tudo o que está à nossa volta. Podemos ouvir a voz calma do médico ou os lamentos da nossa família. Podemos ainda ver pessoas se juntando ao redor de nosso corpo, tentando mover nosso corpo que agora está sem batidas de coração e respiração. Podemos nos preocupar com as várias coisas que necessitam ainda ser completadas. Podemos sentir a nós mesmos nos movendo entre nossa família e amigos, querendo dizer a eles o que deveriam fazer. Mas, todos estão cheios de tristeza e ninguém pode nos ver ou escutar.

No Reader's Digest, saiu uma vez um artigo sobre a experiência de quase-morte de um homem. Um dia, enquanto dirigia, ele sofreu um grave acidente; o carro ficou completamente destruído, e ele morreu na hora. Quando a ambulância, os médicos, a polícia e sua família chegaram ao local, sua consciência já havia deixado seu corpo e ele se sentiu flutuando no ar. Podia ouvir um rumor, um grupo de pessoas discutindo sobre como o acidente ocorrera. Então ele foi até o oficial de polícia e tentou contar-lhe o que de fato ocorrera. Mas o oficial não podia nem vê-lo nem escutá-lo. A essa altura, ele só tinha sua consciência e já não tinha mais a posse de seu corpo. Finalmente ele tomou consciência de que estava flutuando fora de seu corpo, vendo seu próprio corpo como um observador. Em seguida, se encontrou passando, numa velocidade incrível, através de um túnel longo, escuro e estreito.

Uma outra pessoa também relatou sua experiência de quase-morte após sofrer um ferimento grave na cabeça e ser trazida de volta de seu leito de morte. Ela conta: "Lembro que minha cabeça fez 'boom' e perdi a consciência. Depois, senti apenas uma sensação de estar aquecido, confortável e em paz". Isto porque no momento que nossa consciência deixa o corpo, ela não mais está confinada e pode sentir um nível de conforto e serenidade que não teria experimentado antes. Uma outra pessoa também disse o mesmo de sua experiência de quase-morte: "Quando estava morrendo, tive uma sensação extremamente boa e pacificadora". Outro homem descreveu sua experiência dessa maneira: "Senti que estava leve como uma pluma. Eu voava livremente em direção a um mundo de luminosidade!". A morte pode não ser tão amedrontadora e horrível como nós imaginávamos.

Nos sutras está escrito que nossa vida nesse mundo é incômoda e desajeitada, não diferente da situação de uma tartaruga curvada sob o peso de sua carapaça. Quando morremos, podemos nos livrar desse peso e transformar uma existência que estava confinada pelos limites do corpo físico. Porém, quando estamos diante da morte, a maioria de nós ainda tenta se apegar às sete emoções mundanas e aos seis desejos sensuais. Ainda não conseguimos nos desprender de nossos filhos, filhas, netos ou de nossos bens. Não queremos morrer e não aceitamos a morte graciosamente. Pensamos na morte como uma experiência dolorosa, como quando se rasga o casco de uma tartaruga viva. O Budismo não compartilha dessa visão da morte. O Budismo nos ensina que quando morremos, nos libertamos desse corpo e nos sentimos extremamente à vontade e livres. É como se tirássemos das costas um grande peso. Como isto é leve e livre!

Independente de sermos espertos ou lerdos, bons ou maus, todos nós temos de encarar a morte. A morte não é uma questão de se, mas uma questão de quando e de como. Até mesmo um imperador poderoso como Chin-shih, que unificou a China, tornando-se o seu Primeiro Imperador, não conseguiu encontrar uma maneira de prolongar sua vida. O lendário Peng Tsu pode ter vivido até oitocentos anos, mas cosmológicamente sua vida foi curta como a de um inseto, que vive apenas do alvorecer ao anoitecer. Todos os seres que vivem, devem, sem exceção, também morrer. A diferença só reside nas circunstâncias da morte

14 comentários:

  1. entao guando eu morrer eu vou para o ceu e vou ser um anjo de deus

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  2. quando eu morrer eu vou procurar o corpo de outra pessoa?

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  3. a vida é apenaz uma das fazes que temos que atravessar e a morte outra faze pois o espirito ou alma é eterna

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  5. Até hoje estava com medo da morte, nao vou mentir, ainda tenho medo, mas isso me acalmou um pouco. Obrigada

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  6. Eu sou ateu e, como sempre, procuro sobre esse assunto para ver minha opinião de não-crença de todos os pontos de vista. Eu não sei se estou certo ou errado, embora ache que provavelmente a vida acaba aqui. Mas a verdade é a verdade, se eu estiver certo ou você, que comentou este post, estiver certo, será uma questão imutável. Nós não sabemos, mas a verdade está aqui. ^^

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  7. Acredito que quando morre tudo se apaga, nós somos o que vamos armazenando em nossas mente e quando morre isso tudo se acaba, esse papo de espírito e céu eu acho tudo papo furado, religião foi invetada para várias finalidades, controlar populações e colocar ordem no mundo, do contrário a raça humana já teria se exterminada com orgías, doenças e guerras. Morreu Acabou.

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  8. isso só deus sabe
    mas eu acredito em deus

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  9. Se quem tiver consciência de que tudo se acaba é porque ainda sim tem consciência. Marcos Tenorio! Não somos robôs! Você acredita no que tudo se acaba. O bom é que assim não há necessidade de ser gentil, pedir desculpas a quem ofendeu. Não há obrigação. Muito injusta essa visão com os cegos, com os que nascem sem braço, sem perna. Não acreditar em Deus é opção. Não dá pra entender algo tão grande com a pobreza de palavras que ainda possuímos. Mas quando não acreditamos em nada, deixamos de acreditar em nós mesmos. Passamos a viver por viver, uma existência sem sentido. É uma visão pobre, de quem guarda mágoa.

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  10. Penso assim: O homem é falho, e mesmo assim quando temos que guardar coisas valiosas como jóias, obras de arte e até mesmo dinheiro, colocamos tudo isto em cofres ou outros locais que tenham segurança. Desta maneira, mantemos nossa propriedade protegida. Será que Deus sendo perfeito como é, depositaria todo o aprendizado de uma vida humana em um corpo perecível? em algo que a decomposição da matéria poderia destruir para sempre? Viver seria algo desnecessário e em vão. Acho que não. Para isto ele criou ou espírito, eterno a imune a destruição. Ele é quem guarda as experiências da nossa vida, o amor que sentimos e tudo o que somos. O corpo é o instrumento, a nossa casa, que um dia será desfeita, libertando assim, o nosso espírito imortal. As experiências de quase morte estão ai para isto, mostrar que existe um outro lado.

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  11. eu acho q a morte é assim: tudo se apaga em nossa mente e já era. por exemplo; vc lembra de "como era a vida" antes de vc nascer? Não, por que vc nem existia antes de nascer. é mais ou menos isso que eu quero dizer. Quando a gente morre a gente deixa de existir .

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  12. Vou deixar aqui uma experiencia que vivi hoje na verdade, por volta das 9hs de ontem, e que carregarei comigo para o resto dos meus dias:

    - hoje, levei minha sogra e mais 7 filhos de santo dela para despachar as coisas dos orixas da minha avó, falecida há exatos 14 anos e 11 meses, precisavamos despachar as coisas pois estava havendo muita perturbação espiritual na casa inclusive por causa de uma reforma que precisamos fazer de urgência, e minha tia mais nova, que ficara encarregada de despachar as coisas que não o fez começou a sofrer problemas somaticos de saude, inclusive acordou um dia com a quinta vertebra fraturada e terriveis dores, no dia anterior à limpeza da casa minha outra tia, onde estamos hospedados viu algo passando de um quarto para o outro e ficou apavorada, não pensei duas vezes, chamei minha sogra que veio com uma filha de santo e meus dois primos que tb são filhos de santo dela, fizeram uma limpeza no apartamento de onde saiu expulso um espirito que estava aqui para fazer mal à minha tia mais nova, e então marcaram para o dia seguinte uma na nossa casa, para retirar as coisas la dos orixás, ja perto de tudo acabar, ouço minha sogra murmurando algo, mas so entendo ela dizendo o nome da minha falecida avó e pedindo calma, nisso ela adentra no quarto que eu durmo com meus primos e me chama, nisso ela entrou em transe e começou a se tremer e balbuciar, no que ela o fez muito devagar abraçou meus primos e olhou em minha direção, não tinha entendido o que se passava até ser alvejado pelos olhos da minha sogra que transfigurada balbuciava e estendeu a mão em minha direção, aí eu entendi que era minha velha! Que estava presa naquele acentamento esse tempi todo não sei por que, nao entendo como funcionam essas coisas, mas Ela precisava dar o recado completo de como deveria ser despachado tudo, pois minha tia não lembrava das palavras dela sobre como fazer, e com os olhos cheios de lagrimas deu um solavanco na minha sogra, a sentamos e novamebte minha avó balbuciando, sem conseguir artucular nenhuma palavra, passou o que era pra ser feito através de gestos. E logo depois nos deixou.
    Não sou bom em contar estória e muito menos de inventar, enquanto escrevo isso volta tudo a minha mente e meus olhos se enchem de lagrimas, eu sinceramente, acredito na vida após a morte, pous tenho vivido muita coisa a nivel espiritual que deixa muito claro que existe vida após a morte!

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  13. Meu Deus!!! E saber que estamos tão atrasados em pensar que morreu acabou??? Seria admitir que tudo foi em vão. Que todo o trabalho foi pelo ralo. Oh não. Meu marido partiu há exatamente 12 dias. A saudade dói, corrói, machuca. Mas estou me policiando pra não tornar a vida dele estressante. Isso mesmo!!! Se digo a vida dele é porque acredito piamente que ele está num estágio mais avançado que o nosso. Acredito que deva estar ou num hospital se recuperando do trauma que é saber que seu corpo foi dilacerado por um câncer ou então possa estar ainda aqui entre nós, assimilando tudo o que está acontecendo. Bem, quanto ao que realmente está acontecendo nesse momento eu não tenho certeza. A única certeza que tenho é de que ele vive, só que em outro plano. Lá tudo será esclarecido para ele. Ele entenderá os motivos pelos quais adoeceu. Entenderá o por quê de termos sido companheiros. Entenderá tudo aquilo que nós aqui tentamos achar explicação. Sei que entenderá que no momento que ele estava partindo eu me despedi e disse VÁ EM PAZ MEU AMOR. A gente se vê qndo eu me desprender do corpo ao dormir. E no tempo certo a gente vai estar juntos novamente. Pra sempre vou te amar. VÁ EM PAZ MEU AMOR.

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